Três jovens, com 10, 11 anos e um adolescente, furtaram um carro que estava estacionado com a chave no contato em uma rua de Florianópolis, em Santa Catarina, segundo informações apuradas sobre a ocorrência registrada na cidade. O caso chamou a atenção da comunidade local e reacende o debate sobre segurança veicular, a responsabilização de menores que cometem crimes e a ação integrada entre policiais, famílias e serviços de assistência social. A baixa idade de dois dos envolvidos tornou o episódio um dos mais marcantes do período e colocou em pauta a necessidade de mais atenção tanto por parte dos motoristas quanto pelas autoridades de proteção.
Segundo a dinâmica relatada, os menores caminhavam pela via quando localizaram o veículo com a chave dentro do porta-luvas. A chance imediata levou ao furto: um dos jovens entrou no carro, deu a partida e os demais acompanharam o deslocamento. A ação foi percebida por moradores da região e um morador acionou a Polícia Militar (PM) por telefone para comunicar o que estava ocorrendo. A guarnição localizou o veículo em movimento, deu ordem de parada e recuperou o automóvel, que estava sem dano aparente.
O carro foi devolvido ao proprietário no local. Ao consultar o registro, a vítima relatou que não percebeu, na hora do estacionamento, que a chave havia ficado no contato ou que o veículo estava vulnerável a esse tipo de furto. O episódio, relativamente rápido e sem violência contra pessoas, ainda assim representa um alerta claro: a maioria dos furtos de veículos populares no Brasil e em Santa Catarina está relacionada exatamente a essa falha básica de segurança, a chave visível ou o carro funcionando com a chave dentro.
Mais adiante você vai entender os números que mostram por que o carro furtado por menores, quando acontece, quase sempre tem essa característica de chave deixada no veículo e como a rede de proteção e a legislação brasileira tratam a situação de jovens autores de infrações.