Você já imaginou o que seria necessário para superar o Rei do Pop em termos de alcance global? Na noite do último domingo, o mundo assistiu a uma mudança de guarda no topo do entretenimento mundial. Bad Bunny não apenas subiu ao palco do Super Bowl LX, em Santa Clara; ele redefiniu o que significa ser uma estrela global no século XXI.
Com uma performance eletrizante que mesclou reggaeton, trap e uma homenagem profunda às raízes latinas, o “Conejo Malo” alcançou a impressionante marca de 135,4 milhões de espectadores. O número coloca o porto-riquenho no topo do ranking histórico de audiência do show do intervalo, superando marcas que muitos consideravam inalcançáveis.
Mais adiante você vai entender por que esses números são tão significativos para a indústria da música e como a política americana acabou entrando em campo durante os 13 minutos mais assistidos do ano. Esse detalhe muda tudo na forma como consumimos grandes eventos esportivos a partir de agora.
O novo trono da audiência: Superando gigantes
Até o último domingo, o recorde de show de intervalo mais assistido da história pertencia a Kendrick Lamar, que em 2025 havia mobilizado 133,5 milhões de pessoas. Antes dele, nomes como Usher e Rihanna dominaram as métricas, mas o marco de Bad Bunny estabelece um novo patamar para a NFL e para a Apple Music, patrocinadora do espetáculo.
Para se ter uma ideia da magnitude desse feito, a icônica apresentação de Michael Jackson em 1993, que transformou o intervalo do Super Bowl em um evento de entretenimento obrigatório, registrou 133,4 milhões de visualizações na época. Superar o Rei do Pop não é apenas uma questão de números, mas de relevância cultural em um mercado cada vez mais fragmentado.
Por que Bad Bunny importa agora?
A escolha de um artista que canta majoritariamente em espanhol para o maior palco dos Estados Unidos foi uma aposta audaciosa da liga. Ao contrário de anos anteriores, onde artistas latinos dividiam o palco — como Shakira e Jennifer Lopez em 2020 — Bad Bunny assumiu o protagonismo absoluto, trazendo convidados de peso como Lady Gaga e o veterano Ricky Martin.
O sucesso estrondoso de audiência responde à pergunta que muitos analistas faziam: o mercado americano está pronto para o domínio total da música latina? A resposta de 135 milhões de pessoas foi um sonoro “sim”. Como isso afeta o leitor? Mostra que as barreiras linguísticas no entretenimento estão virtualmente extintas.
Um espetáculo de união e controvérsias políticas
O show não foi apenas sobre música e dança. Bad Bunny utilizou o palco para enviar uma mensagem poderosa sobre a identidade das Américas. Sob o lema “Juntos somos América”, o artista desfilou bandeiras de diversos países, incluindo o Brasil, em um momento que emocionou fãs de todo o continente.
No entanto, o clima de celebração encontrou resistência fora do estádio. O ex-presidente Donald Trump criticou a performance nas redes sociais, classificando-a como “confusa” e criticando o uso do espanhol. A polêmica cresceu devido ao contexto político atual nos EUA, com o reforço da fiscalização migratória pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).
Essa tensão política, curiosamente, parece ter impulsionado ainda mais a curiosidade do público. Enquanto grupos conservadores tentavam promover um “show de intervalo alternativo” no YouTube com artistas como Kid Rock, os números oficiais da NBC mostraram que a grande massa preferiu acompanhar o fenômeno de Porto Rico.
- Bad Bunny (2026): 135,4 milhões
- Kendrick Lamar (2025): 133,5 milhões
- Michael Jackson (1993): 133,4 milhões
- Usher (2024): 129,3 milhões
O impacto técnico: Lady Gaga e o fator surpresa
Um dos pontos altos da noite foi a participação de Lady Gaga. A química entre os dois artistas em uma versão reimaginada de clássicos trouxe um frescor ao palco de Santa Clara. Especialistas em entretenimento apontam que a curadoria do show foi cirúrgica ao equilibrar o apelo juvenil do trap com a sofisticação pop de Gaga.
Esse detalhe muda tudo quando analisamos a retenção de público: dados preliminares da Nielsen indicam que quase ninguém mudou de canal durante o intervalo. Pelo contrário, houve um pico de audiência orgânica justamente no momento em que Bad Bunny iniciou seu discurso sobre a união dos povos americanos.
A produção visual também não poupou recursos. Com projeções mapeadas que transformaram o gramado em um oceano e drones que formavam constelações sobre o estádio, o nível tecnológico elevou o padrão para as próximas edições.
“Não é apenas música. É a história sendo feita em tempo real”, afirmou a transmissão oficial sobre o impacto do artista.
O que o futuro reserva para o Super Bowl?
Com o sucesso de Bad Bunny, a NFL consolida uma estratégia de globalização que parece não ter volta. O esporte, que por décadas foi visto como um produto exclusivamente norte-americano, agora usa a música para falar com o mundo inteiro. Para o Brasil, o reflexo é imediato: a turnê do cantor passará por São Paulo nos dias 20 e 21 de fevereiro, com ingressos praticamente esgotados.
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Conclusão: O poder da cultura latina
O recorde de Bad Bunny no Super Bowl 2026 é mais do que uma estatística de TV; é o reflexo de um mundo onde a cultura não aceita mais ser contida por fronteiras geográficas ou idiomas. Ao superar Michael Jackson e Kendrick Lamar, o artista porto-riquenho provou que a autenticidade é a moeda mais valiosa da atualidade.
Independentemente de preferências políticas ou musicais, o impacto de 135 milhões de pessoas conectadas simultaneamente a uma mensagem de união é um fato que ficará marcado na história da cultura pop. O “Conejo Malo” agora é, oficialmente, o rei da audiência.
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