Você já sentiu aquela frustração de esperar anos por um jogo e, dias antes do lançamento, esbarrar em um comentário ou vídeo que revela o final da história? É exatamente esse o pesadelo que os fãs de Resident Evil estão vivendo nesta semana. Com o lançamento de Resident Evil Requiem agendado para o dia 27 de fevereiro de 2026, a internet foi inundada por vídeos de gameplay, detalhes de vilões e, o que é pior, o desfecho da jornada de Leon S. Kennedy e da nova protagonista Grace Ashcroft.
A situação escalou de tal forma que a Capcom precisou vir a público com um comunicado urgente. A empresa confirmou que os materiais que circulam são reais e que foram obtidos por meios ilícitos, possivelmente através de cópias físicas vendidas antecipadamente por varejistas. Para quem aguarda o título com ansiedade, o momento é de “alerta vermelho” nas redes sociais.
Abaixo, detalhamos as medidas que a gigante japonesa está tomando e por que esses vazamentos de Resident Evil Requiem são considerados os mais sensíveis da história da franquia até agora.
Por que a Capcom está agindo com tanto rigor?
Diferente de outros vazamentos que mostram apenas mecânicas ou cenários, os arquivos de Resident Evil Requiem expõem reviravoltas narrativas que a Capcom guardou a sete chaves durante anos de desenvolvimento. Segundo fontes ligadas à produção, o jogo foca em um “mistério entrelaçado” que depende diretamente do fator surpresa para funcionar.
Em nota oficial, a empresa declarou:
“Pedimos que evitem publicar ou postar vídeos de gameplay antes do lançamento. Postar esses conteúdos não é apenas uma violação de direitos autorais, mas um ato ofensivo contra outros jogadores que desejam uma experiência pura.”
Mais adiante você vai entender como a Capcom pretende “caçar” esses conteúdos, mas o fato é que o departamento jurídico da empresa já iniciou uma ofensiva de DMCAs (pedidos de remoção por direitos autorais) em plataformas como YouTube, TikTok e X (antigo Twitter).
O que vazou em Resident Evil Requiem? (Sem Spoilers!)
Embora não vamos reproduzir os spoilers aqui para preservar sua experiência, é importante saber a gravidade do que está circulando. Relatos de fóruns como o Reddit indicam que:
- Cinemáticas finais: Vídeos mostrando o desfecho do jogo já foram detectados.
- Identidade de vilões: Personagens que deveriam ser surpresas foram revelados em capturas de tela.
- Conexões com Raccoon City: Detalhes que ligam este jogo diretamente aos eventos clássicos da franquia foram detalhados cena por cena.
Esse detalhe muda tudo: ao contrário de Resident Evil Village, onde a trama era mais isolada, Requiem parece ser o ponto de convergência de várias pontas soltas da saga. Isso explica o tom agressivo da Capcom na proteção do conteúdo. Para se ter uma ideia do nível de tensão, até ex-diretores da casa, como Hideki Kamiya, manifestaram indignação pública, chamando os vazadores de “detestáveis”.
Medidas rigorosas e punições para leakers
A Capcom não está apenas pedindo “por favor”. A empresa confirmou que tomará medidas legais contra canais e perfis que insistirem na divulgação de material proibido. Isso inclui o banimento permanente de contas em plataformas associadas e processos por quebra de propriedade intelectual.
O impacto na vida das pessoas que trabalham no jogo é real. Foram anos de dedicação de dubladores, programadores e roteiristas para que a experiência fosse arruinada em segundos por um post mal-intencionado. Por isso, a recomendação atual é que os fãs utilizem ferramentas de bloqueio de palavras-chave como “Requiem”, “Leon”, “Ending” e “Capcom” para filtrar o que aparece em seus feeds.
Como se proteger e garantir uma experiência segura
Faltando poucos dias para o lançamento oficial em 27 de fevereiro, o “apagão digital” parece ser a estratégia mais segura. O Portal Super Interessante recomenda que você evite seções de comentários em vídeos de teorias, pois é onde os leakers costumam agir com maior frequência.
A Capcom também reforçou que, para quem adquiriu a versão digital, o pre-load estará disponível dois dias antes da estreia, permitindo que os jogadores comecem a jogatina exatamente à meia-noite do dia 27, evitando assim mais tempo de exposição aos riscos da internet.
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O caso de Resident Evil Requiem serve como um lembrete sobre a ética na comunidade gamer e os desafios de proteger a arte na era da informação instantânea. No fim das contas, a melhor forma de apoiar os desenvolvedores e respeitar os outros fãs é guardar o segredo e deixar que cada um descubra os horrores de Requiem no seu próprio ritmo.
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