O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) protocolou uma ação contra Flamengo e Fluminense, apontando que os dois clubes promotion superlotação em 16 jogos realizados no Maracanã. A acusação, divulgada em meados de 2026, detalha que as equipes colocaram à venda uma quantidade de ingressos que excedia a capacidade máxima permitida pelo Corpo de Bombeiros e pela legislação de segurança de grandes eventos esportivos. O caso levanta sérias questões sobre fiscalização, segurança de torcedores e responsabilidade civil das agremiações.
A denúncia do MP-RJ se baseia em auditoria de bilheteria e comparativa com o alvará de segurança do estádio Jorge Avenida. Conforme o documento, em cada um dos 16 confrontos, foram comercializados mais ingressos do que os autorizados, variando de 1.500 a mais de 3.000 lugares excedentes por partida. Com isso, o órgão ministerial requer a aplicação de multas pesadas, a suspensão de atividades até a regularização e a instauração de inquérito para apurar se houve dolo ou mera falha administrativa dos clubes e de fornecedores de bilheteria digital.
Ainda não se sabe quando será realizada a primeira audiência. Porém, a confirmação da investigação já gera repercussão no mundo do futebol carioca e pode abrir precedente para a revisão do modelo de fiscalização de estádios em todo o Brasil. A pressão para maior transparência em assuntos como venda de ingressos e controle de capacidade já vinha crescendo nas redes sociais após incidentes recentes em arenas lotadas.
O que o Ministério Público apontou na acusação
O MP-RJ identificou que, de forma sistemática, o