O **STF** vive um dos momentos mais delicados de sua atual gestão. Nesta quarta-feira, 11 de setembro de 2026, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, tomou uma decisão processual que muda o ritmo do julgamento marcado para terça-feira: a entrega da **íntegra do processo sobre o ministro Alexandre de Moraes** a todos os ministros da Primeira Turma, antes do início dos votos. A medida, rara e estratégica, tem como objetivo garantir que cada magistrado analise o caso com o conjunto completo de documentos antes de se manifestar na sessão plenária. A decisão foi comunicada internamente à pasta da Primeira Turma e também repercutiu nas bancadas partidárias e na imprensa especializada. Para entender o peso disso, é preciso voltar à origem do processo, que envolve acusações de suposta parcialidade política, violação de prerrogativas profissionais e uso indevido de informações sigilosas. ## O que levou Fachin a enviar a íntegra antes do julgamento? A entrega antecipada da **íntegra do processo sobre Moraes** não acompanha a rotina da Corte, um tribunal acostumado a discutir pautas quentes em sessões públicas, com votos proferidos em sequência. A escolha de Barroso pode ser lida em duas camadas. Na primeira, técnica: ao receberem o material todo de uma vez, os ministros podem preparar minutas de voto mais completas, identificar pontos de conflito entre as peças processuais e sugerir os melhores pontos de discordância a serem enfrentados em plenário. Na segunda, política: separar o acesso à documentação do momento de pressão pública permite reduzir o risco de que argumentos vazados antes da sessão moldem a opinião dos pares. É um guarda-chuva institucional. ## Como funciona o rito da Primeira Turma do STF A Primeira Turma do **STF** é formada por cinco ministros, eleitos entre os 11 da Corte, e inclui, nesta configuração, André